Dangelo AugustoPsicólogo · CRP 08/26205

Para profissionais que encaminham adultos

Encaminhe com segurança. Receba respostas clínicas que sustentem sua decisão.

Você não precisa enviar uma hipótese pronta. Precisa dizer qual decisão clínica ainda está em aberto. Eu organizo a investigação, explico os limites e devolvo algo que possa ser usado no cuidado.

Avaliação de adultos On-line quando indicado Presencial em Foz do Iguaçu

PerguntaEvidênciaContinuidade

O que é um encaminhamento

Uma pergunta clínica com destino.

Encaminhar não é pedir que outro profissional confirme uma impressão. É mostrar qual decisão ainda precisa de evidência.

Um bom encaminhamento liga três pontos: o que está acontecendo, por que isso importa agora e o que a avaliação deve ajudar a esclarecer. A investigação nasce dessa pergunta — não de uma bateria pronta.

38,5%

Por que o diferencial importa

Sobreposição não é exceção.

Uma meta-análise de 63 estudos estimou TDAH atual em 38,5% das pessoas autistas estudadas. O número não diagnostica ninguém. Ele mostra por que sinais parecidos exigem integração clínica, não atalhos.

Rong et al., 2021 · Research in Autism Spectrum Disorders

Quando pode contribuir

Quatro sinais de que vale investigar melhor.

Não são critérios diagnósticos. São situações em que uma leitura mais estruturada pode reduzir ruído e melhorar a próxima decisão.

01

Há mais de uma explicação possível

Atenção, humor, sono, ansiedade, desenvolvimento e contexto podem produzir sinais parecidos. A avaliação ajuda a separar o que se sobrepõe.

02

Queixa e funcionamento não combinam

O relato aponta para uma direção, enquanto autonomia, história e desempenho parecem apontar para outra. Essa discrepância merece ser compreendida.

03

A investigação acontece na vida adulta

Especialmente em apresentações tardias, compensadas ou complexas de Autismo, TDAH, altas habilidades e diagnóstico diferencial.

04

O cuidado precisa de uma nova pergunta

Quando a resposta ao tratamento foi parcial ou a equipe precisa compreender barreiras, recursos preservados e necessidades de suporte.

Modelo de encaminhamento

Um mapa curto. Não um prontuário inteiro.

O modelo organiza a dúvida clínica antes do primeiro contato. Ele evita que informações importantes se percam e também evita enviar dados que ainda não precisam circular.

Pode ser preenchido em poucas linhas. Depois, com autorização do paciente, refinamos a pergunta e combinamos o que faz sentido compartilhar.

01
Pergunta clínica

Qual decisão a avaliação precisa ajudar a esclarecer?

02
Contexto funcional

Onde a dificuldade aparece e qual é o impacto?

03
Hipóteses consideradas

O que está sendo pensado, sem obrigação de concluir antes.

04
Intervenções em curso

O que já foi tentado ou está sendo acompanhado?

05
Resultado esperado

Que compreensão seria útil para o próximo passo?

Sem dados identificáveis antes de um canal adequado e da autorização do paciente.

Entender a técnica

Quatro movimentos, uma linha de raciocínio.

A técnica não está em aplicar mais instrumentos. Está em escolher a evidência certa, integrar fontes e saber até onde a conclusão pode ir.

01

A pergunta vem antes do teste

Definimos qual decisão está em aberto e que tipo de evidência realmente ajudaria a respondê-la.

02

A história organiza os dados

Desenvolvimento, contexto atual, documentos, observação e fontes complementares dão significado ao desempenho.

03

O método acompanha o caso

Instrumentos e procedimentos são escolhidos pela demanda, pela pessoa e pela modalidade tecnicamente possível — não por um pacote fixo.

04

A conclusão precisa ser utilizável

Os achados são integrados, os limites ficam explícitos e as implicações retornam ao cuidado em linguagem clara.

O que retorna ao cuidado

Conclusões que ajudam alguém a decidir.

O documento não é o fim do processo. Ele deve tornar o caso mais legível para o paciente e mais útil para quem continuará acompanhando.

01Resposta à pergunta clínica

Sem esconder incertezas nem transformar hipótese em certeza.

02Perfil funcional integrado

Dificuldades, recursos preservados e impacto na vida real.

03Diagnóstico diferencial

O que os dados sustentam, o que enfraquecem e o que permanece aberto.

04Próximos passos possíveis

Recomendações proporcionais às evidências e à finalidade da avaliação.

Atendimento on-line

Remoto quando faz sentido. Presencial quando faz diferença.

Muitos casos adultos podem ser conduzidos on-line, da entrevista à devolutiva. A modalidade, porém, não é uma promessa automática: depende da pergunta clínica, das condições da pessoa e dos métodos necessários.

  • Adequação verificada antes do início
  • Instrumentos compatíveis com a modalidade
  • Limites explicados sem ambiguidade
  • Alternativa presencial quando necessária
Dangelo Augusto

Quem conduz

Dangelo Augusto

Psicólogo · CRP 08/26205

Trabalho com avaliação neuropsicológica de adultos e tenho particular interesse por casos em que a resposta não cabe em uma explicação simples. Meu compromisso é manter rigor técnico sem transformar o processo em uma experiência fria ou opaca.

Comunicação interdisciplinar acontece com finalidade clínica, autorização do paciente e respeito à confidencialidade. Encaminhamentos são técnicos: não há comissão, porcentagem ou contrapartida financeira.

Perguntas frequentes

O que costuma precisar de clareza.

Preciso indicar uma hipótese diagnóstica?+

Não. Uma pergunta clínica honesta é mais útil do que uma conclusão antecipada. A dúvida pode estar justamente no diagnóstico diferencial ou na discrepância entre queixa e funcionamento.

O encaminhamento é obrigatório?+

Não. O adulto pode procurar a avaliação diretamente. Quando existe uma equipe acompanhando o caso, o encaminhamento ajuda a conectar a investigação à continuidade do cuidado.

A avaliação pode ser inteiramente on-line?+

Em muitos casos, sim, mas não automaticamente. A decisão depende da demanda, das condições da pessoa e dos instrumentos necessários. Se o remoto reduzir a qualidade da resposta, isso é informado antes do início.

Quem encaminha recebe os resultados?+

Quando houver pertinência clínica e autorização do paciente, posso realizar comunicação interdisciplinar. O compartilhamento é orientado pela finalidade e limitado ao que é necessário para o cuidado.

A avaliação entrega um diagnóstico?+

Ela produz evidências para sustentar hipóteses, diferenciais e compreensão funcional. Não promete um resultado prévio: explicita o grau de segurança das conclusões e também aquilo que os dados não permitem afirmar.

Contato profissional

Tem uma pergunta clínica em aberto?

Podemos conversar primeiro sobre a pertinência da avaliação — sem enviar dados identificáveis do paciente nesta etapa.